28 de junho de 2013

Quem quer pagar pra ver show independente em Sao Paulo?

(originalmente postado no facebook)


Quem vai assistir shows em locais como Walden, Casa do Mancha, Serralheria, Hotel Tee, S/A?

Vira e mexe, ao assistir shows maravilhosos (e com publico pagante pequeno demais) no Walden e em outros espaços independentes de São Paulo, fico com aquela sensação de que é um desperdício insistir em oferecer espaço para artistas independentes.

Afinal, de que adianta termos shows maravilhosos para pouquíssimos? Assim quem fecha as contas no fim do mês?

Festivais patrocinados por multinacionais e shows de atrações consagradas pela mídia (com ingressos a preços abusivos) costumam ficar lotados de gente, mas é outra coisa, afinal empresas enfiam dinheiro grosso e distribuem VIPs aos montes, e grande parte desse publico, por sua vez, quer mais é badalação mesmo.

Ao mesmo tempo, tem muita gente querendo ser artista, tem muita gente produzindo.

Todos os dias recebemos emails e mensagens de artistas querendo tocar no Walden.

A primeira impressão é que pouca gente se abre para conhecer o novo, e menos ainda para apreciar o que é feito localmente por quem ainda não é "consagrado" pela mídia.

Sinto falta de mídia comprometida a divulgar e promover a criação independente e local, nem mesmo os blogs (que alias se dizem comprometidos com isso) o fazem.

Nem mesmo os tais artistas vão ver shows de outros artistas na mesma situação que eles.

Desse jeito quem prioriza ver um show sem badalação e sem pagar preços abusivos acaba ficando refém do SESC... E fica por querer, afinal os espaços citados no inicio desta nota continuam insistindo...

Desde 1992 venho atuando no meio DIY. Tocando, escrevendo, produzindo, lançando e agora com o Walden também.

Trabalhei na Inglaterra entre 2009 e 2011 como promoter, técnico de som, tour manager, lancei bandas com meu selo e como musico gravei e fiz shows em cidades do Reino Unido, uma tour norte-americana, uma tour europeia e agora em 2013 uma tour sul-americana.

Pude perceber algumas coisas, diferenças entre o que vi la e o que vejo aqui... Uma dessas coisas que cada vez mais aqui fica mais evidente para mim e' essa vontade desesperada de levar vantagem.

Sim, uma mentalidade onde arte não tem valor, onde arte deve ser de graça ou paga pelos outros e não por mim, e/ou onde arte deve ser pra poucos.

Meia-entrada, VIP, carteirada, amigo-please-libera-ae, marca para depois, desdém, queria-ficar-pra-ver-o(s)-show(s)-mas-preciso-ir etc, a lista vai longe.

A questão aqui é, todo mundo (ou quase) tenta dar um jeito de não pagar, não há a satisfação de colaborar para a estruturação de uma cena ou nem mesmo um circuito.

Lá fora tem mais gente disposta a colaborar, a pagar pra ver, a conhecer o novo sem essa de querer tirar casquinha ou levar vantagem. Por isso que funciona melhor, afinal assim se torna possível oferecer preços mais justos etc.

Espera, os shows de que estou falando aqui custam entre R$ 10,00 e R$ 25,00 em media, e mesmo assim a 'galera' não paga, haha. As vezes ate de graça não lota.

Custo a acreditar que uma cidade como São Paulo não tenha um publico interessado para esse segmento.

Outra coisa, lá fora o interesse maior é na musica, aqui vejo uma porção de panelinhas que não se mistura. Isso quando não é pior, isto é, aquele boicote velado...

Fazer musica e consumir musica deveria ser o interesse primeiro e maior.

31 de outubro de 2011

Enough Gringoland! :-D

I lived in Brighton from Oct/2008 until Feb/2011. I used to run a club-night in London, called Goo Nite, and a DIY label called O Bosque / Woodland, and play around with a few acts, I am about to resume writing.

After 18 years with my first girlfriend and mother of my only son, I became single in Oct 2010.
I then almost died and afterwards took some time to travel:
Between Nov and Dec 2010 I drove for the Tamborines, who were on tour in mainland Europe (Italy, Germany and Denmark).
On the last days of 2010 I was on the road with my son and his girlfriend across the Southwest of England (Stonehenge, Bath and Cornwall).
In Jan 2011 I've hosted some great friends and we went to beautiful places around Brighton and London.
In Feb 2011 I visited a couple of great friends in Glasgow and traveled a little more in Europe, to Latvia and Iceland.
From March to May 2011 I was in the USA, first playing/recording with the Strobosmiles in NYC, then backpacking across North America, up and down through different parts of the USA, Mexico and Canada.
Then I backpacked in South America, passing through Uruguay, Argentina, Chile, Bolivia, Peru and different parts of Brazil.

Now I'll try to spend some time in Asia as well, or isolated somewhere in order to write/read/record/contemplate/have fun/etc.

Only after all this I'll decide where to settle and what to do for a living (I would love to open a business like a bar/venue)...

27 de julho de 2011

Books along the way

Now I'm in a small and rough room of a tenement on the back of a poor restaurant, some blocks away the bus station, which is located in the outskirts of the extremely hot and strange city of Porto Velho, in the Brazilian Amazonia. 

Tomorrow I'll catch a plane to Manaus, my last destination before coming back to São Paulo in order to settle for a while...

On this series of travels through Europe, North and South America, from the end of November 2010 to the beginning of August 2011, mostly after I definitely quit my job in Brighton in January 2011, I have been reading books while traveling, as usual, for I love reading...

Since I was changing my life, when I started these travels, leaving behind a failed marriage/family, I decided to sell out everything I could, and to give away what I couldn't sell...
I forgot to advertise my books, so I decided to bring some of them with me...

When I finished reading one of them, I just gave it away to someone along the way, a host, a friend or anyone I had just met and thought deserved the book!

Here goes the list with the books and where I left them behind!
I hope their new owners enjoy them as much or more than I did!
:)

Glasgow (Feb/2011)
Our Band Could Be Your Life - Michael Azerrad
The Yage Letters - Allen Ginsberg and William Burroughs
City - Alessandro Baricco

Brighton (February)
Uptight: The Velvet Underground Story - Victor Bockris and Gerard Malanga
And the Hippos were Boiled in Their Tanks - Jack Kerouac and William S. Burroughs
Pé na Estrada - Jack Kerouac
Renegade: The lives and tales of Mark E. Smith
Desobediência Civil - Henry David Thoreau

New Jersey (March)
Martin Eden - Jack London
I took with me Gilson's Siddartha - Hermann Hesse

Philadelphia (April)
Taccuini di un Vecchio Sporcaccione - Charles Bukowski

Athens (April)
The Fall - Albert Camus

New Orleans (April)
Siddartha - Hermann Hesse

Austin (April)
The Wall - Jean-Paul Sartre

Ciudad de Mexico (April)
Down the Highway: The Life of Bob Dylan - Howard Sounes

Merida (April)
La Confraternita dell'Uva - John Fante

Monterrey (April)
The Road - Jack London

San Diego (April)
A Idade da Razão - JP Sartre
I took with me two books by Henry Rollins from the trash can of Raul's punk neighbor.

Memphis (April)
Le Belle Immagini - Simone de Beauvoir

Toronto (April)
The First Four - Henry Rollins

New York (April)
Walking - HD Thoreau

Bogota (May)
The Outsider - A. Camus

Sao Paulo (May)
As Cidades Invisiveis - Italo Calvino
I bought A Sul de Lugar Algum - C. Bukowski in a newsstand.

Curitiba (May)
I bought at the bakery near Neri's:
Viajante Solitário - Jack Kerouac
1933 Foi um Ano Ruim - John Fante Verdes
Vales do Fim do Mundo - Antonio Bivar Tristessa - J. Kerouac

Blumenau (May)
A Sul de Lugar Algum - C. Bukowski

Porto Alegre (May)
Numa Noite de Inverno um Viajante - Italo Calvino

Montevideo (May)
As Cidades Invisíveis - I. Calvino

Buenos Aires (June)
The Critique of Pure Reason - I. Kant

Santiago (June)
Nossa Senhora das Flores - Jean Genet

Ciudad Del Leste (June)
Razor's Edge - WS Maugham

Cusco (July)
Viajante Solitário - Jack Kerouac

Brasileia (July)
1933 Foi um Ano Ruim - John Fante

Manaus (August)
Tristessa - J Kerouac
Verdes Vales do Fim do Mundo - Antonio Bivar

9 de fevereiro de 2011

Yeah Medeiros

Pessoas com vidas interessantes não têm fricote. Elas trocam de cidade. Investem em projetos sem garantia. Pedem demissão sem ter outro emprego em vista. Aceitam um convite para fazer o que nunca fizeram. Começam do zero inúmeras vezes. Sobem no palco, fazem loucuras por amor, compram passagens só de ida. ...Para os rotuladores de plantão, um bando de inconseqüentes.
(Martha Medeiros)

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People with interesting lives have no frills. They go to live in other cities. Invest in projects without recourse. Ask for dismissal without having another job in sight. Accept an invitation to do what they never did. Start from scratch many times. They climb on stage, do crazy things for love, buy one-way tickets. ... for the labelers on call, just a bunch of inconsequentials.
(Martha Medeiros)

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Persone con una vita interessante non si fanno problemi. Vanno a vivere in altre città. Investono in progetti senza garanzie. Si licenziano senza un altro lavoro in vista. Accettano un invito a fare ciò che non hanno mai fatto. Ripartono da zero molte volte. Salgono sul palco, fanno cose folli per amore, acquistano biglietti di sola andata. ... per le etichettatrici su chiamata, solo un mucchio di inconseguenti.
(Martha Medeiros)

9 de novembro de 2010

Oh Pablo!



Those who do not turn things on their head, who are unhappy at work, who do not risk certainty for uncertainty, thus to follow a dream, those who do not forego sound advice at least once in their lives, die slowly.

Those who do not travel, who do not read, who do not listen to music, who do not find grace in themselves, die slowly.

Those who slowly destroy their own self-esteem, who do not allow themselves to be helped, who spend days on end complaining about their bad luck, about the rain that never stops, die slowly.

Those who abandon a project before starting it, who fail to ask questions about subjects they don’t know, those who don’t reply when they are asked something they do know, die slowly.

Let’s try and avoid death in small doses, reminding ourselves that being alive requires an effort far greater than the simple fact of breathing.

--

Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz com o seu trabalho, quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho, quem não se permite pelo menos uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos. 

Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música, quem não encontra graça em si mesmo. 

Morre lentamente quem destrói o seu amor-próprio, quem não se deixa ajudar. 

Morre lentamente, quem passa os dias queixando-se da sua má sorte ou da chuva incessante. 

Morre lentamente, quem abandona um projeto antes de iniciá-lo, não pergunta sobre um assunto que desconhece ou não responde quando lhe indagam sobre algo que sabe. 

Evitemos a morte em doses suaves, recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior que o simples fato de respirar.

--

Lentamente muore chi non capovolge il tavolo, chi e' infelice sul lavoro, chi non rischia la certezza per l'incertezza per inseguire un sogno, chi non si permette almeno una volta nella vita di fuggire ai consigli sensati.

Lentamente muore chi non viaggia, chi non legge, chi non ascolta musica, chi non trova grazia in se stesso.
Muore lentamente chi distrugge l'amor proprio, chi non si lascia aiutare; chi passa i giorni a lamentarsi della propria sfortuna o della pioggia incessante.

Lentamente muore chi abbandona un progetto prima di iniziarlo, chi non fa domande sugli argomenti che non conosce, chi non risponde quando gli chiedono qualcosa che conosce.

Evitiamo la morte a piccole dosi, ricordando sempre che essere vivo richiede uno sforzo di gran lunga maggiore del semplice fatto di respirare.

--

Muere lentamente quien no voltea la mesa cuando está infeliz en el trabajo, quien no arriesga lo cierto por lo incierto para ir detrás de un sueño, quien no se permite por lo menos una vez en la vida, huir de los consejos sensatos.

Muere lentamente quien no viaja, quien no lee, quien no oye música, quien no encuentra gracia en sí mismo.

Muere lentamente quien destruye su amor propio, quien no se deja ayudar.

Muere lentamente, quien pasa los días quejándose de su mala suerte o de la lluvia incesante.

Muere lentamente, quien abandona un proyecto antes de iniciarlo, no preguntando de un asunto que desconoce o no respondiendo cuando le indagan sobre algo que sabe.

Evitemos la muerte en suaves cuotas, recordando siempre que estar vivo exige un esfuerzo mucho mayor que el simple hecho de respirar.

17 de setembro de 2009

My 104 favorite albums

I preferred not to repeat artists, even if there are other albums by some of these artists that should be on the list as well.

  1. The Smiths - Hatful of Hallow
  2. The Velvet Underground and Nico
  3. Durutti Column - LC
  4. Sonic Youth - Sister
  5. New Order - Low Life
  6. Beatles - Revolver
  7. The Fall - Bend Sinister
  8. Helmet - Strap It On
  9. Legiao Urbana - Dois
  10. Nick Drake - Bryter Later

  11. VA - Clube da Esquina
  12. VA - Trojan Dub
  13. Pixies - Surfer Rosa
  14. Sergio Mendes - Bossa Nova York
  15. Stereolab - Cobra and Phases Group Play Voltage in the Milky Night
  16. Thelonious Monk - Brilliant Corners
  17. Beach Boys - Pet Sounds
  18. My Bloody Valentine - Ecstasy and Wine
  19. Chopin - Nocturnes
  20. Kraftwerk - Kraftwerk 1
  21. Joao Gilberto - Chega De Saudade
  22. Perturbazione - In Circolo
  23. Lou Reed & John Cale - Songs For Drella
  24. The Modern Lovers
  25. Os Mutantes - Mutantes
  26. Ministry - The Mind Is A Terrible Thing To Taste
  27. Harold Budd and Cocteau Twins - The Moon And The Melodies
  28. Bob Dylan - Greatest Hits
  29. Yo La Tengo - I Can Hear The Heart Beating As One
  30. Lemonheads - It's A Shame About Ray
  31. Morrissey - Bona Drag
  32. Stooges - Fun House
  33. Jesus and Mary Chain - Stoned & Dethroned
  34. Novos Baianos - Acabou Chorare
  35. Portishead - Dummy
  36. The Cure - Desintegration
  37. Pavement - Slanted and Enchanted
  38. David Bowie - Pin Ups
  39. Nirvana - In Utero
  40. The Sundays - Reading Writing and Arithmetic
  41. Jorge Ben - Samba Esquema Novo
  42. Wilco - Yankee Hotel Foxtrot
  43. Verdena - Requiem
  44. Beck - Odelay
  45. Flaming Lips - Soft Bulletin
  46. Artemoltobuffa - L'aria Misteriosa
  47. Beulah - Yoko
  48. Blueboy - Unisex
  49. Ira! - Psicoacustica
  50. Nico - Chelsea Girl
  51. Pink Floyd - Relics
  52. Ultraje a Rigor - Vamos Invadir Sua Praia
  53. Byrds - Mr Tambourine Man
  54. Belle & Sebastian - Tigermilk
  55. Loop - A Guilded Eternity
  56. Black Sabbath - Paranoid
  57. Von Südenfed - Tromatic Reflexxions
  58. Sepultura - Roots
  59. Teenage Fanclub - Bandwagonesque
  60. Chemical Brothers - Exit Planet Dust
  61. Racionais MCs - Sobrevivendo No Inferno
  62. The Sea and Cake - One Bedroom
  63. Chico Science & Nação Zumbi - Da Lama Ao Caos
  64. Brian Eno - Another Green World
  65. Swervedriver - Raise
  66. Fellini - Amor Louco
  67. The Clash - London Calling
  68. Magic Crayon - s/t
  69. Johnny Cash - The Legend
  70. Neu!
  71. Specials
  72. Animal Collective - Feels
  73. Ride - Nowhere
  74. MC5 - Kick Out the Jams
  75. Beastie Boys - Ill Communication
  76. Spiritualized - Ladies and Gentlemen We Are Floating in Space
  77. Jimi Hendrix - Are You Experienced?
  78. Cartola
  79. The Russian Futurists - Me Myself & Rye...
  80. Avalanches - Since I Left You
  81. Violeta de Outono
  82. B-52's - Wild Planet
  83. Titãs - Cabeça Dinousauro
  84. A Certain Ratio -The Graveyard and the Ballroom
  85. Guided by Voices - Human Amusements at Hourly Rates
  86. The Stone Roses
  87. Hacia Dos Veranos
  88. Roberto Carlos - Em Ritmo de Aventura
  89. Grandaddy - The Sophtware Slump
  90. Il Teatro degli Orrori - A Sangue Freddo
  91. Modest Mouse - This Is a Long Drive for Someone with Nothing to Think About
  92. Magnetic Fields - The Wayward Bus/Plastic Trees
  93. Morphine - Yes
  94. Rein Sanction - Broc's Cabin
  95. Rocketship - A Certain Smile, A Certain Sadness
  96. Radiohead - In Rainbows
  97. Television - Marquee Moon
  98. Neil Young - Everybody Knows This Is Nowhere
  99. Roni Size - New Forms
  100. Pin Ups - Time Will Burn
  101. The Drums 
  102. Nicola Conte - Jet Sounds
  103. Broadcast - Tender Buttons
  104. Dinosaur Jr - Green Mind

6 de julho de 2009

De novo... Flip? Dawkins? Não, religião.

O conteudo a seguir foi tirado de: http://youpode.com.br/blog/todapalavra/2009/07/03/o-deus-dos-poetas-barrados-na-flip/ 

O Deus dos poetas barrados na Flip 

Richard Dawkins, profeta do ateísmo, ganhou ontem os holofotes da Flip para repetir o seu bordão - “Deus não existe”. A palestra do cientista queniano, considerado na edição de hoje de O Globo como “o grande nome de ontem da festa”, reforça as críticas de que Paraty tem se tornado um lugar cada vez menos dos escritores e mais de notáveis ou de candidatos à notoriedade. 

Os jornais também revelam o impacto causado no biólogo pela exuberância da natureza brasileira. Após conhecer o Pantanal, ele teria dito que, não fosse a evolução, atribuiria toda aquela beleza à criação divina. Darwinista convicto, Dawkins certamente não conhece um poeta brasileiro contemporâneo de Charles Darwin, cujo caminho o célebre naturalista britânico quase cruzou ao passar, quando esteve no Brasil, numa incursão pelo interior fluminense, por Barra de São João, terra natal de Casimiro de Abreu. 

Naquele ponto do litoral do Rio de Janeiro, Darwin se deparou com o cenário presente na infância de Casimiro e que o inspirou a escrever o poema abaixo: 

DEUS! 

Em me lembro! Eu me lembro! - Era pequeno 
E brincava na praia; o mar bramia 
E, erguendo o dorso altivo, sacudia 
A branca escuma para o céu sereno. 

E eu disse a minha mãe nesse momento: 
“Que dura orquestra! Que furor insano! 
“Que pode haver maior que o oceano, 
“Ou que seja mais forte do que o vento?!” 

Minha mãe a sorrir olhou pr’os céus 
E respondeu: - “Um Ser que nós não vemos 
“É maior do que o mar que nós tememos, 
“Mais forte que o tufão” meu filho, - Deus!” 

Entre os cientistas e os poetas, prefiro ficar com estes. E como Dawkins reconheceu - ao menos - o valor literário da Bíblia - “uma literatura interessante”, de acordo com O Globo -, aproveito para transcrever outro texto poético, este de origem bíblica, escrito por Davi - o Salmo 19: 

Os céus declaram a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos. 
Um dia faz declaração a outro dia, e uma noite mostra sabedoria a outra noite. 
Não há linguagem nem fala onde não se ouça a sua voz. 
A sua linha se estende por toda a terra, e as suas palavras até ao fim do mundo. Neles pôs uma tenda para o sol, 
O qual é como um noivo que sai do seu tálamo, e se alegra como um herói, a correr o seu caminho. 
A sua saída é desde uma extremidade dos céus, e o seu curso até à outra extremidade, e nada se esconde ao seu calor. 
A lei do SENHOR é perfeita, e refrigera a alma; o testemunho do SENHOR é fiel, e dá sabedoria aos símplices. 
Os preceitos do SENHOR são retos e alegram o coração; o mandamento do SENHOR é puro, e ilumina os olhos. 
O temor do SENHOR é limpo, e permanece eternamente; os juízos do SENHOR são verdadeiros e justos juntamente. 
Mais desejáveis são do que o ouro, sim, do que muito ouro fino; e mais doces do que o mel e o licor dos favos. 
Também por eles é admoestado o teu servo; e em os guardar há grande recompensa. 
Quem pode entender os seus erros? Expurga-me tu dos que me são ocultos. 
Também da soberba guarda o teu servo, para que se não assenhorie de mim. Então serei sincero, e ficarei limpo de grande transgressão. 
Sejam agradáveis as palavras da minha boca e a meditação do meu coração perante a tua face, SENHOR, Rocha minha e Redentor meu! 

Infelizmente Casimiro e Davi não participam da Flip. 

-- 


10 Comentários para “O Deus dos poetas barrados na Flip” 


Marcele Vespasiano Diz: 
3 de julho de 2009 às 18:57 
Poh Ertha! 
Posta Lili!!! Esse livro que não sai +… 
Quero fz minha monografia sobre ele. 
Fui 


Bayão Diz: 
3 de julho de 2009 às 20:06 
Grande post! Engraçado como os ateus sempre são darwinistas fervorosos. Imagino que, se o grande naturalista britânico tivesse seguido outro rumo em sua vida, quem os ateus teriam como modelo? Estamos sempre esperando algum tipo de resposta, esse é o grande erro. 

Woody Allen sobre o assunto: “Se ao menos Deus me desse um sinal! Como um depósito de cem mil dólares na minha conta bancária!”. 


Rosaly Fonseca Diz: 
3 de julho de 2009 às 20:54 
“Disse Deus: Haja luz. E houve luz.” (Gênesis 1:3) Felizmente, essa luz está presente nos pensamentos de muitas pessoas, como você. 


Cesar Zanin Diz: 
3 de julho de 2009 às 20:56 
Qual o proposito deste post? 
Esse post seria sobre a Flip, sobre Dawkins na Flip, o que Dawkins fez na Flip ou sobre Casimiro de Abreu? Ou sobre a beleza do Pantanal? Ou sobre o texto “de” Davi? 
Quem considera Dawkins Deus ou profeta de qualquer coisa? 
Ele realmente disse “Deus nao existe” na Flip? O que o faria mudar a tal ponto? 
De quem seriam “as críticas de que Paraty tem se tornado um lugar cada vez menos dos escritores e mais de notáveis ou de candidatos à notoriedade”? Dawkins entao nao seria um escritor tambem? 
Quem cadidatou Dawkins a notoriedade e como? 
Dawkins realmente poderia ser definido como darwinista, mas convicto? Um religioso pode ser definido como religioso convicto? 
Entendi errado ou houve uma comparacao entre poetas e religiosos? Entre cientistas e poetas eu prefiro ambos, mas nao todos. 
Dawkins reconheceu o valor literario da biblia por que ele existe, nada mais justo. 
Nao satisfeito com a primeira maiuscula, a palavra senhor foi com TODAS maiusculas; pitoresco… 
Por favor, alguem poderia esclarecer/resumir/sintetizar o que exatamente fala o texto “de” Davi usado nesse post, e principalmente o que ele avaliza no contexto do post? 
Luiz, sinto por voce, por eles nao participarem. Ok, Dawkins participa, sim; mas voce tambem, nao e’? 

Eu sei, fiz muitas perguntas em mem comentario, perguntas demais. 
Um religioso nunca faria assim. 
Se ao menos um terco delas tivesse resposta eu ficaria contente. 

Engracado, o comentario do Bayao segue a mesma linha “oligac”. 


Gilson Rangel Rolim Diz: 
4 de julho de 2009 às 10:47 
Erthal, 
você está com a razão. A FLIP é, nada mais, nada menos, que um espetáculo midiático. A única vantagem é divulgar Parati. 


Marcele Vespasiano Diz: 
4 de julho de 2009 às 20:22 
Isso msm Gilson!!! 

Eh bota a bunda na janela 1 vz por ano! 
Precisamos de mais que isso para a indústria editorial decolar no Brasil! 

Erthal, posta Lili Leitão! 


Luiz A. Erthal Diz: 
5 de julho de 2009 às 19:18 
O nosso amigo Cesar Zanin é cara um curioso, que faz muitas perguntas. Isso é bom. Vamos ver se ele também é bom em responder perguntas: 
“Então, o SENHOR, do meio de um redemoinho, respondeu a Jó: 
Cinge agora os lombos como homem; eu te perguntarei, e tu me responderás. 
Acaso, anularás tu, de fato, o meu juízo? Ou me condenarás, para te justificares? 
Ou tens braço como Deus ou podes trovejar com a voz como ele o faz? 
Orna-te, pois, de excelência e grandeza, veste-te de majestade e de glória. 
Derrama as torrentes da tua ira e atenta para todo soberbo e abate-o. 
Olha para todo soberbo e humilha-o, calca aos pés os perversos no seu lugar. 
Cobre-os juntamente no pó, encerra-lhes o rosto no sepulcro. 
Então, também eu confessarei a teu respeito que a tua mão direita te dá vitória. 
Contempla agora o hipopótamo, que eu criei contigo, que come a erva como o boi. 
Sua força está nos seus lombos, e o seu poder, nos músculos do seu ventre. 
Endurece a sua cauda como cedro; os tendões das suas coxas estão entretecidos. 
Os seus ossos são como tubos de bronze, o seu arcabouço, como barras de ferro. 
Ele é obra-prima dos feitos de Deus; quem o fez o proveu de espada. 
Em verdade, os montes lhe produzem pasto, onde todos os animais do campo folgam. 
Deita-se debaixo dos lotos, no esconderijo dos canaviais e da lama. 
Os lotos o cobrem com sua sombra; os salgueiros do ribeiro o cercam. 
Se um rio transborda, ele não se apressa; fica tranqüilo ainda que o Jordão se levante até à sua boca. 
Acaso, pode alguém apanhá-lo quando ele está olhando? Ou lhe meter um laço pelo nariz? 
Podes tu, com anzol, apanhar o crocodilo ou lhe travar a língua com uma corda? 
Podes meter-lhe no nariz uma vara de junco? Ou furar-lhe as bochechas com um gancho? 
Depois disto, o SENHOR, do meio de um redemoinho, respondeu a Jó: 
Quem é este que escurece os meus desígnios com palavras sem conhecimento? 
Cinge, pois, os lombos como homem, pois eu te perguntarei, e tu me farás saber. 
Onde estavas tu, quando eu lançava os fundamentos da terra? Dize-mo, se tens entendimento. 
Quem lhe pôs as medidas, se é que o sabes? Ou quem estendeu sobre ela o cordel? 
Sobre que estão fundadas as suas bases ou quem lhe assentou a pedra angular, 
quando as estrelas da alva, juntas, alegremente cantavam, e rejubilavam todos os filhos de Deus? 
Ou quem encerrou o mar com portas, quando irrompeu da madre; 
quando eu lhe pus as nuvens por vestidura e a escuridão por fraldas? 
Quando eu lhe tracei limites, e lhe pus ferrolhos e portas, 
e disse: até aqui virás e não mais adiante, e aqui se quebrará o orgulho das tuas ondas? 
Acaso, desde que começaram os teus dias, deste ordem à madrugada ou fizeste a alva saber o seu lugar, 
para que se apegasse às orlas da terra, e desta fossem os perversos sacudidos? 
A terra se modela como o barro debaixo do selo, e tudo se apresenta como vestidos; 
dos perversos se desvia a sua luz, e o braço levantado para ferir se quebranta. 
Acaso, entraste nos mananciais do mar ou percorreste o mais profundo do abismo? 
Porventura, te foram reveladas as portas da morte ou viste essas portas da região tenebrosa? 
Tens idéia nítida da largura da terra? Dize-mo, se o sabes. 
Onde está o caminho para a morada da luz? E, quanto às trevas, onde é o seu lugar, 
para que as conduzas aos seus limites e discirnas as veredas para a sua casa? 
Tu o sabes, porque nesse tempo eras nascido e porque é grande o número dos teus dias! 
Acaso, entraste nos depósitos da neve e viste os tesouros da saraiva, 
que eu retenho até ao tempo da angústia, até ao dia da peleja e da guerra? 
Onde está o caminho para onde se difunde a luz e se espalha o vento oriental sobre a terra?
Quem abriu regos para o aguaceiro ou caminho para os relâmpagos dos trovões; 
para que se faça chover sobre a terra, onde não há ninguém, e no ermo, em que não há gente; 
para dessedentar a terra deserta e assolada e para fazer crescer os renovos da erva? 
Acaso, a chuva tem pai? Ou quem gera as gotas do orvalho? 
De que ventre procede o gelo? E quem dá à luz a geada do céu? 
As águas ficam duras como a pedra, e a superfície das profundezas se torna compacta. 
Ou poderás tu atar as cadeias do Sete-estrelo ou soltar os laços do Órion? 
Ou fazer aparecer os signos do Zodíaco ou guiar a Ursa com seus filhos? 
Sabes tu as ordenanças dos céus, podes estabelecer a sua influência sobre a terra? 
Podes levantar a tua voz até às nuvens, para que a abundância das águas te cubra? 
Ou ordenarás aos relâmpagos que saiam e te digam: Eis-nos aqui? 
Quem pôs sabedoria nas camadas de nuvens? Ou quem deu entendimento ao meteoro? 
Quem pode numerar com sabedoria as nuvens? Ou os odres dos céus, quem os pode despejar, 
para que o pó se transforme em massa sólida, e os torrões se apeguem uns aos outros? 
Caçarás, porventura, a presa para a leoa? Ou saciarás a fome dos leõezinhos, 
quando se agacham nos covis e estão à espreita nas covas? 
Quem prepara aos corvos o seu alimento, quando os seus pintainhos gritam a Deus e andam vagueando, por não terem que comer? 
Sabes tu o tempo em que as cabras monteses têm os filhos ou cuidaste das corças quando dão suas crias? 
Podes contar os meses que cumprem? Ou sabes o tempo do seu parto? 
Elas encurvam-se, para terem seus filhos, e lançam de si as suas dores. 
Seus filhos se tornam robustos, crescem no campo aberto, saem e nunca mais tornam para elas. 
Quem despediu livre o jumento selvagem, e quem soltou as prisões ao asno veloz, 
ao qual dei o ermo por casa e a terra salgada por moradas? 
Ri-se do tumulto da cidade, não ouve os muitos gritos do arrieiro. 
Os montes são o lugar do seu pasto, e anda à procura de tudo o que está verde. 
Acaso, quer o boi selvagem servir-te? Ou passará ele a noite junto da tua manjedoura? 
Porventura, podes prendê-lo ao sulco com cordas? Ou gradará ele os vales após ti? 
Confiarás nele, por ser grande a sua força, ou deixarás a seu cuidado o teu trabalho? 
Fiarás dele que te traga para a casa o que semeaste e o recolha na tua eira? 
O avestruz bate alegre as asas; acaso, porém, tem asas e penas de bondade? 
Ele deixa os seus ovos na terra, e os aquenta no pó, 
e se esquece de que algum pé os pode esmagar ou de que podem pisá-los os animais do campo. 
Trata com dureza os seus filhos, como se não fossem seus; embora seja em vão o seu trabalho, ele está tranqüilo, 
porque Deus lhe negou sabedoria e não lhe deu entendimento; 
mas, quando de um salto se levanta para correr, ri-se do cavalo e do cavaleiro. 
Ou dás tu força ao cavalo ou revestirás o seu pescoço de crinas? 
Acaso, o fazes pular como ao gafanhoto? Terrível é o fogoso respirar das suas ventas. 
Escarva no vale, folga na sua força e sai ao encontro dos armados. 
Ri-se do temor e não se espanta; e não torna atrás por causa da espada. 
Sobre ele chocalha a aljava, flameja a lança e o dardo. 
De fúria e ira devora o caminho e não se contém ao som da trombeta. 
Em cada sonido da trombeta, ele diz: Avante! Cheira de longe a batalha, o trovão dos príncipes e o alarido. 
Ou é pela tua inteligência que voa o falcão, estendendo as asas para o Sul? 
Ou é pelo teu mandado que se remonta a águia e faz alto o seu ninho? 
Habita no penhasco onde faz a sua morada, sobre o cimo do penhasco, em lugar seguro. 
Dali, descobre a presa; seus olhos a avistam de longe. 
Seus filhos chupam sangue; onde há mortos, ela aí está. 
Disse mais o SENHOR a Jó: 
Acaso, quem usa de censuras contenderá com o Todo-Poderoso? Quem assim argúi a Deus que responda. 
Então, Jó respondeu ao SENHOR e disse: 
Sou indigno; que te responderia eu? Ponho a mão na minha boca. 
Uma vez falei e não replicarei, aliás, duas vezes, porém não prosseguirei. 
Então, o SENHOR, do meio de um redemoinho, respondeu a Jó: 
Cinge agora os lombos como homem; eu te perguntarei, e tu me responderás. 
Acaso, anularás tu, de fato, o meu juízo? Ou me condenarás, para te justificares? 
Ou tens braço como Deus ou podes trovejar com a voz como ele o faz? 
Orna-te, pois, de excelência e grandeza, veste-te de majestade e de glória. 
Derrama as torrentes da tua ira e atenta para todo soberbo e abate-o. 
Olha para todo soberbo e humilha-o, calca aos pés os perversos no seu lugar. 
Cobre-os juntamente no pó, encerra-lhes o rosto no sepulcro. 
Então, também eu confessarei a teu respeito que a tua mão direita te dá vitória. 
Contempla agora o hipopótamo, que eu criei contigo, que come a erva como o boi. (…) 
Então, respondeu Jó ao SENHOR: 
Bem sei que tudo podes, e nenhum dos teus planos pode ser frustrado. 
Quem é aquele, como disseste, que sem conhecimento encobre o conselho? Na verdade, falei do que não entendia; coisas maravilhosas demais para mim, coisas que eu não conhecia. 
Escuta-me, pois, havias dito, e eu falarei; eu te perguntarei, e tu me ensinarás. 
Eu te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos te vêem. 
Por isso, me abomino e me arrependo no pó e na cinza.” 
As perguntas de Deus para Jó foram feitas há milhares de anos e estão contidas no texto apontado como o mais antigo da Bíblia, o Livro de Jó. A despeito, porém, de toda a ciência, elas permanecem até hoje sem resposta humana. 


Cesar Zanin Diz: 
5 de julho de 2009 às 20:32 
Que decepcao, outro texto biblico e minhas perguntas ali, desprezadas. 

Se eu disser que achei o texto bonito mas impertinente para com minhas perguntas eu estarei violando alguma norma daqui? 
Alias, ainda sobre o texto “de” Jo, a Wikipedia diz: 
“A autoria de Jó é incerta. Alguns eruditos atribuem o livro a Moisés. Outros atribuem a um dos antigos sábios, cujos escritos podem ser encontrados em Provérbios ou Eclesiastes. Talvez o próprio Salomão tenha sido seu autor.” 

Sabe como eu cheguei ate’ aqui no seu blog? 
Spam. 
Sim, ou spam ou algo parecido, afinal eu recebi um email divulgando este blog sem ter solicitado, afinal nao conheco nem voce nem seu trabalho. 
Meu objetivo aqui nao foi e nao e’ ser grosseiro ou desrespeitoso, absolutamente. 

Acontece que eu sou realmente curioso e procuro ler e aprender, sempre, para poder ter opiniao propria, por isso vim ate’ aqui. Mas quando vi o teor de seu post nao resisti e comentei, externando minha perplexidade. 
Creio nao ter sido ofensivo, espero nao ter sido, mas o que ficou claro aqui foi que voce preferiu nao responder minhas perguntas. 

Agora vou me infomar sobre o que e’ realmente esse youpode.com.br, pois nao esta’ claro para mim ainda. 


Luiz A. Erthal Diz: 
6 de julho de 2009 às 1:33 
Caro Cesar, 
Responderei com prazer mais do que 30% de suas perguntas, como você pede, se for capaz de responder ao menos uma das questões colocadas aí em cima. Se fosse hipócrita, diria que a única impertinência aqui é o seu quase completo desprezo pelos acentos ortográficos. Como, porém, sei que você usa para escrever um mac de teclado inamistoso com o nosso idioma, perdoo-lhe essa irreverência. Porém, gostaria de conhecer a razão da sua perplexidade, até agora não explicada. 


Cesar Zanin Diz: 
6 de julho de 2009 às 8:44 
Obrigado entao. 
Ok, respondo a primeira entao: 
“Acaso, anularás tu, de fato, o meu juízo? Ou me condenarás, para te justificares?” 
Juízo algum, de quem quer que seja, poderia ser anulado. Se falassemos de oposicao ou proibicao, seria outra coisa, mas anulacao não. 
Como eu poderia condenar alguém de quem não se ha meios razoáveis de verificar nem mesmo a propria existencia? Ou seja, obviamente eu nao poderia condenar, nem se eu quisesse (o que nao e’ o caso), muito menos para me justificar, pois com todas as minhas imperfeicoes eu nunca conseguiria alcançar a quantidade e o alcance das imperfeicoes de quem supostamente teria feito essas perguntas. 

Minha perplexidade se deve ao fato de seu post apresentar um texto impreciso no que e em como voce diz sobre Dawkins; parcial, totalmente pro-religiao, dentro de um contexto de cobertura da Flip; e pouco autoral, visto que voce usa a Flip e o Dawkins meramente como gancho para ocupar mais da metade do espaco do seu post reproduzindo um poema religioso e um texto biblico; e tudo isso num portal chamado youpode.com.br, que tem como lema “Aqui voce pode. Tudo.”. 
Por isso fiz as tantas perguntas, para entender se minha perplexidade era pertinente ou nao… Mas sem as suas respostas fica dificil. 
Saudacoes.